Arquitetura, mais alta das Artes.
Co' a música de mãos dadas.
Sutil dança de auroras:
em morar no espaço que conforta as eras,
em habitar o tempo que enlouquece a massa.
_Sobre a imagem. A CATEDRAL DE BRASÍLIA.
Projetada por Oscar Niemeyer, foi inaugurada em 1967. Sua construção consumiu 12 anos, devido à complexidade do projeto. A nave circular está abaixo do nível do solo. Para chegar até lá, o visitante percorre um túnel de piso e paredes negras, que desemboca num local de penumbra, chamado de zona de meditação. Concluído o trajeto, depara-se com a esplendorosa nave, iluminada por luz natural captada por vitrais de Marianne Peretti. O ovo representa vida; o azul, o útero. Os anjos, dispostos em diagonal como se estivessem em vôo, são os da Anunciação. -
_Sintam isto (um pouco) na pele.(Recomendo que tirem o audio)
Estou trabalhando pra ir à Brasília, decidi isso há alguma horas. Pra, se os puros céus azuis do cerrado desejarem, fazer este percurso do vídeo acima verdadeiramente. Por enquanto, aqui dos céus Porto-Alegrenses deixo um abraço pra duas pessoas que me são sempre gentís em todo momento que pretendo visitar em breve em Brasília: a minha querida Fabiana, de especial amizade; e meu grande e caro primo Inácio.
Por acaso topei com essa foto, que é muito impactante pra mim, vou explicar...
Vitor Ramil & Antônio Carlos Borges Cunha;
Dois artistas, músicos e compositores com quem tenho muitas afinidades.
O primeiro dispensa apresentações neste blog;
O segundo...
Borges Cunha é um dos maiores compositores da atualidade da música concertista brasileira, além de ser regente consagrado no Brasil e no exterior (Nesse caso na foto está a reger a camerata do Theatro São Pedro em Porto Alegre, a qual acompanha V. Ramil).
Passei a conhecer a genialidade de Cunha quando ingressei no curso de música no instituto de artes da UFRGS neste ano, é meu principal professor e orientador na prática de composição musical. Que músico e pessoa fantástica! Bom, basta dizer que no primeiro mês de aula já estou com a certeza de que passarão décadas e ainda estarei aprendendo coisas novas com o Cunha, obviamente que não só na composição músical como também na vida (Mas, pensando bem, daqui há uns meses eu provavelmente perderei a capacidade de diferenciar uma coisa da outra, pois nas aulas do Cunha não se diferencia uma coisa de outra).
Bem, essa foto está aqui pra eu não me esquecer de esforçar-me a todo momento pra retribuir com arte e dar o maior valor pras pessoas que a vida tem-me feito topar, demonstrando-me que estou do sentido elevado da mesma.
Ser médico sempre foi o ideal de ofício para a humanidade, desde os tempos mais remotos.
Mas não é fácil entrar para uma faculdade de medicina, menos fácil ainda é concluí-la.
O jovem tem que estudar muito, desde cedo pra passar no vestibular.
Eu estou me esforçando muito,
Acordo cedo pra estudar todos os dias;
tenho lido muito...
Gaúcho, Advogado e Compositor. Nascido em São Borja-RS, foi um mito da chamada "Califórnia da Canção Nativa", um grande festival de música nativista que ocorre na cidade de Uruguaiana-RS.
Lugar, este, às margens do rio Uruguai. Fronteira política com a província de Corrientes da Argentina. Mas, para este aqui, a verdade é que essa fronteira é só política mesmo. Sinto-me muito menos em casa ao cruzar fronteiras com Santa Catarina, quando vou indo ao fundo do Brasil tropical, do que quando abro um livro de Borges, ou quando ouço uma milonga portenha ou quando vou ao Uruguai.
Tentar explicar isso!? Não sei ao certo. O lugar possui um emaranhado de arte, costumes e ritos típicos dos povos pampeanos que humildemente se fazem presentes, mesmo que de forma simplória, no cotidiano do gaúcho: Uma roda de chimarrão aqui, o som de uma milonga em volta de um fogo de chão, os campos... Seria isso que hermana esses povos? Ah! Outra coisa importante: o frio!
O frio como Vitor Ramil, outro grande compositor gaúcho, escreve em sua conferência escrita em genebra: a "Estética do Frio", pode ser o fator de unificação desses povos. No pensar de V. Ramil, que eu estou de pleno acordo, enquanto no resto do Brasil as pessoas estão completamente voltada para as ruas, são extrovertidas, e festivas; O gaúcho à pesar de não ser estúpido e misantropo, tem uma tendência introspectiva muito forte, e muitas vezes, ao invéz de olhar para a janela, olhamos para o interior. E assim compreendemos o real significado de amar a terra e dar valor ao nosso povo, seus costumes e suas tradições. Hermanando assim os povos pampeanos.
E essa irmandade é tão incrível que ela afeta todas as classes sociais. Seja peão, seja patrão. Sendo gaúcho que se prese, mantará o amor aos campos e aos céus. E cultivará as tradições pampeanas. E é ainda tão mais incrível pelo fato de que as pessoas mais humildes, muitas vezes sem estudos, são as que mais levam em conta e dão valor para essas coisas, sem porcurar "porquês" assim como este que vos escreve, mas por simples ímpeto interior.
Pronto, acho que já falei um punhado de Mário Barbará Dorneles e de qualquer gaúcho que se prese nas linhas acima. E saio daqui com o pesar na consciência de não ter exposto tudo o que queria. Mas feliz, justamente por isso, pois esse peso é que me faz ter consciência do quão indescritível é ser gaúcho, não é qualquer punhado de palavras que vai dizer isso!
E que tudo que não consegui dizer mais o pouco que disse sobre minha terra ilumine todos os outros povos para que se unam e dêem valor à terra por si só. Sem cobrar nada, por pura consciência e ponto final.