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30.8.10

Uma Maçã na Lua VI

__________________________________Alberto Ritter Tusi



Microcosmos-luz,
escuro do quarto à noite.
Luz rara esverdeante,
própria do fundo da  pupila

ou do mar ao fundo,
onde a portam
criaturas bizarras.

Como os seres de lá,
no quarto escuro profundo,
retenho no olhar esta luz
ao morrer-me de dor,
sozinho entre todos.

E ela é uma nebula.

Apocalíptico

_________________________________Alberto Ritter Tusi


.........................................ao meu amigo Reiffer




Em fechar-se,
solitar-se
e distanciar-se.

Grave condição de dar a vida para Arte.

Doçura de voar só!

fosse ainda como Beethoven,
se me desse a mão Tempestade...
Mas, no meu tempo nem guerras ocorrem,
não se fala mais sobre pelo que se daria a vida
porque nada se faz por amor a vida.

E não há guerras porque dolorosamente
não há motivos para ter guerras.

Há desencontros.
No longe um do outro,
há o social
longe de mim.

Destruição!

Irmão maior de
Sonho, Morte, Delírio e...
Destino!

Te ouço ao longe,

no pulsar do coração.


Sonho em ti um fundo de esperança.

Só temo que depois que voltares,
de todos seres sábios,
só as Árvores ergam os braços
ao cair da tarde.

13.6.10

Dum pedaço de papel carregado numa Noite (depois perdido no meio de um livro)

___________________________Alberto Ritter Tusi



Ligações de fogos-fatuos
no breu dos perfumes estranhos.
E hoje eu me perdi no meio
dos meus princípios noturnos.

Sicut cervus desiderat fontes,
assim desejo, óh céus,
o absinto dos teus olhos.

Amanhecer ao teu lado e,

dos portais de Paris,
teu sorriso sutil, pálido de frio.
E eu ainda num delírio de Londres
pesada de névoas.

E o som vem de sete gatos
andando sobre as teclas de alguns pianos
abandonados num estaleiro só.

Tenho certeza que a certeza que tive,
firmando este monte de linhas,
é como um corvo sobre uma escrivaninha.

E acabo meu dia na aurora,
quando vem a luz pedida,
entre um sol do velho-mundo,
e outro de ventos nipônicos.

Luz do Absinto,
Mas de onde vens?

Corram, corram! Milhões de seres!
Deveriam antes entender o Amor,
Ou, correr por intuir o ato de correr?

Eu a girar.





(Maio/2010)

9.8.09

Feliz dia dos pais


VINHO, VIIIIIIIIIIIIIIIIIIINHOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
02:22ar


pai, eu te amo
pai eu te amo
pai eu te amo!

teu saúdo, saudoso nect
duas dis pais

"tá pronto alberto", ]]
~
diz meu pai borracho"

]]

Esqueçam


A gtipe que q mídia divulg como peste discrta

o amotr 2u4 wrlha
que o solo descarta insoado

o pink gloyd que a vida transpassou no sangue doado


muitos litros de vinho dividisos em eterna arte

"o dia dos pais mais feliz da minha viuda!"]

Depois de morrer vivendo e vndo ouvir=me isso,, ........... j[á basta,m, posso morrer-me do paiem paz

obruigado pai deus por dar-me um pai mergulha-do em arte como o meu art

Minha vida, 20 anos já BUNDRONTO A MORTE, QUE VENHA ESSA VAGABUNDA!!!

FILHA DA PUTA!




DE meu pai j´areccebi o qu precisp



oa arte o vinho e o pink flopy!!!

ma!!!
Filha da puta de morte!!!!

Não me assusta de forma alg



Center pub, dia dos pais.
e
Melhor dia da minha vida e de meu pai de eterna vida de arte (TRês garrafas divididas por 2 almas febris por arte)


Obrigado divina mãe por isso tudo

Minha vida,. meu pai, genial





fça-me genial como ele
faça-me metad disso e já me sentiaria deus.







Louvem Marcelo Lucas Tusi




grane artista de Santiago
eto

O arquit
O do tempo, e do vinho.










aqui

E se]]



razça

procura sasssssssssssss razão aqui inexist e




raz]apo aqui inexiste

raz]ão aqui inexoste

razão aqui ineziste

raão

OHHHHHHHHHHHHHHOoooooooooooooooohhhhhhhhhhOhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh the great gig in the sky, século XXI só isso é exato, nessees tempos só a loucura é sã!




Merglhai óh voz!

Na loucura!!"!!!!!!!!!!



pra filhooooooooooooooooouuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!

Essa é a real beleza!! De pai pra filho! De pai pra filho! De pai













E MOON.

31.7.09

Uma maçã na lua II.

___________________________Alberto Ritter Tusi

Agora sim.

05:31 da manhã.

O Poe e o Freud dos pobres se foram.






Traguei um porre em exata dose insana,
Frio e febre esvaziara Santiago,
e me enchia de vontade
de loquiar qual meu maior tutor,
meu pai de eterna arte.

Hoje perfeitamente insano me faço,
quizera viver eu sempre assim,

qual great gig in the sky
qual Wright & Barrett
qual Ummagumma e The Piper.

qual Fausto, de Goethe.

deixai-me fazer arte sempre assim,
lutar-me sempre assim




Tomai do vinho o tempo que o lega a loucura,
e elevai tal loucura à doçura do luar.
Gritai dentro de si a demência ao real.


Quizera estar eu sentir-me sempre assim,



Lunar de mim Sejam os perfumes.

E que a arte profunda afunde comigo
Em cálice lunático de putro-rosáceo licor
à cítrica musa bebei e contemplai.

beleza infinda
de uma louca pessoa.

20.11.08

Post não recomendado: muito vinho no sangue.




Salva-me mãe do céu, pelos pampas! Das profundezas do abismo de um mate amargo clamo por ti.

Estou inebriado, definitivamente inebriado.
Enclausuradamente inebriado.


Hoje, era para ser um dia normal, deprimentemente normal.
Dormi eram 00:00 acordei 13:00. Sonhei com não-sei-o-que.


Às 19:00 teríamos ensaio, na 'belas'... Mas, como num passe de mágica eu chego lá e dou de cara com uma grama verde (que Vitor Ramil cantara) de cara largo: "genial, genial!!!!!!!!!!!"

Isso tudo já alterou meu estado de consciência... Depois fui andando pela escola, vendo os magníficos trabalhos do pessoal do cusro de gravura, no meio do corredor eis que encontro uma pessoa querida. Ela me apresenta seu belo trabalho numa porta que se tornou mágica no corredor velho da belas.

Depois eis que vejo alguém chamando meu nome de dentro da sala de exposições...

Adentro a magnífica e velha ( e caindo aos pedaços) sala...

Encontro meus caros e impagáveis colegas!

Todos se lembraram de mim na ocasião...

Havia uma bela exposição onde estavam distribuindo uma bebida, a mesma pela qual herdei um apelido deveras muito justo. boca-negra.






Pois estavam distribuindo vinho na ocasião... Aí começou tudo:

Eu me encontro, neste momento, escrevendo essa postagem tão inebriado quanto jamais Baco esteve! Tão incerto do meu futuro quanto jamais estive e tão bêbado quanto lobo da costa morrendo na carroça.

Lembro de poucos momentos nessa noite...

Em algum momento requisitei uma sala na secretaria da escola, fui-me tocar piano.

Não conseguia tocarnem a escala de Dó! Estava perdido entre clusters (era o que eu podia tocar) e devaneios do vinho quando adentra a sala um bom amigo, o mesmo que me apresentara um emocionante e genial disco, talvez o maior da história da música brasileira: PAÊBIRÚ do colossal Zé Ramalho da Paraíba!

[Ah, alheio a isso: estou com um corte no cotovelo que nem imagino como consegui, talvez seja fazendo clusters no piano da 17 A]

Esse colega, caro, diz-me que estás indo embora e que achou legal o que eu estava tocando e advertiu-me que toda a escola estava ouvindo (A escola é de madeira, tomada de cupins, isolamento sonoro nas salas inexiste).

Algus tenpos depois estou eu tocando alguma dança pampeana repleta de clusters e dissonâncias... E depois vem alguém me dizer que devia ir embora.

23:45 da noite, pouco tempo desde às 19:00. Mas intenso tempo, tão intenso quanto jamais Einstein imaginou.

Estou lutando contra mim mesmo, tenho de me encontrar de novo: Voltarei pra minha terra, lá me encontrarei.
Lutar dentro de si mesmo: Eis a luta mais vã!

Estou em farrapos, não quero estar muito acima disso, mas ainda me reerguerei.

Um abraço, sincero de de coração a todas pessoas queridas que sentem algo por mim.




No mais, estou indo embora: é tempo de mudança, ei de me encontrar na simplicidade de uma loucura estrelar.

Vinho, Pink Floyd, Frio e coxilha à todos!
[ps: lembro de ter escrito isto numa das obras de arte interativas do pessoal das visuais]