___________________________Alberto Ritter Tusi
Agora sim.
05:31 da manhã.
O Poe e o Freud dos pobres se foram.
Traguei um porre em exata dose insana,
Frio e febre esvaziara Santiago,
e me enchia de vontade
de loquiar qual meu maior tutor,
meu pai de eterna arte.
Hoje perfeitamente insano me faço,
quizera viver eu sempre assim,
qual great gig in the sky
qual Wright & Barrett
qual Ummagumma e The Piper.
qual Fausto, de Goethe.
deixai-me fazer arte sempre assim,
lutar-me sempre assim
Tomai do vinho o tempo que o lega a loucura,
e elevai tal loucura à doçura do luar.
Gritai dentro de si a demência ao real.
Quizera estar eu sentir-me sempre assim,
Lunar de mim Sejam os perfumes.
E que a arte profunda afunde comigo
Em cálice lunático de putro-rosáceo licor
à cítrica musa bebei e contemplai.
beleza infinda
de uma louca pessoa.
'Genius grant' winner Immanuel Wilkins explains how he weaves Black history
into his music
-
Saxophonist and composer Immanuel Wilkins talks about the impact that
winning a 2026 MacArthur Fellowship will have on his art.
Um comentário:
O Poe dos pobres sou eu, o Freud dos pobres é o Luiz Paulo, e o Alberto é o Beethoven dos pobres. Que além de saber fazer música, sabe escrever. Aqui está a prova.
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